sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

METODOLOGIA DA PESQUISA

PÁDUA, Elizabete Matallo Marchesini de. Metodologia da Pesquisa. São Paulo: Papirus Editora, 2003.

Por um longo período a ciência tem buscado eliminar incertezas, dúvidas, imprecisões, senso comum e ideologia de seu contexto, conservando somente a realidade evidenciada pelos métodos propostos a mesma. Definir o método, a sua devida utilização e as características únicas para cada contexto onde é aplicado, são em suma abordadas no contexto de metodologia da pesquisa. É nesse sentindo que encontramos a historicidade e a interdisciplinaridade da raiz da própria ciência. Na busca de métodos para a comprovação da realidade e da verdade. No decorrer dos séculos vemos que através dos testes e das pesquisas, encontraram – se a base de fundamentação do método, com um sentido mais abrangente o próprio método torna- se a teoria que permitirá a verificação da própria ciência em toda a história, tornando-a delimitada, e muitas vezes abrangente nas suas ligações de utilização de métodos próprios para validar outras áreas enquanto ciência, utilizando as mesmas para trazer a verdade à tona. O fenômeno multidimensional que a ciência toma para si em períodos diferentes dos tempos, será marcado pela adaptação da mesma ao conhecimento cientifico abordado no seu determinado período, a ciência passa então a considerar várias áreas para poder responder as questões necessárias para a construção do conhecimento correto, a ciência passa a formar um pensamento de pesquisa e desenvolvimento para propor a resolução dos problemas abordados para a mesma de agora em diante, é nessa contextualização que a própria vai se centrado nas realidades propostas a mesma. Firmando assim uma nova ciência, comprometida com a importância de se obter a veracidade dos fatos e pensamentos, ciência esta em posição estabelecida por definição de suas abordagens metodológicas, abrangedora de análises internas, e das contribuições de tantas outras áreas importantes, encontra a capacidade de se estabelecer como uma ciência reformada, pronta para refletir e principalmente estabelecer seus próprios caminhos através dos métodos para si proposta.

PALAVRAS – CHAVE:

Ciência. Metodologia. Verdade. Realidade. Desenvolvimento.

PSICOLOGIA DA EDUCAÇÃO

MOREIRA, Maria Tereza da Cunha Coutinho Mércia. Teoria – Sócio – Histórica de Vygotsky in Psicologia da Educação. Belo Horizonte: Editora Lé, 2001.

Vygotsky ao questionar-se sobre as origens e a natureza das funções humanas, insatisfeito com as soluções dadas por outros teóricos, começa então uma busca por respostas no estudo do ser humano. Sua teoria consiste em estudar as funções da consciência humana e o aprendizado do ser, ao estudar os processos mentais, começa o mesmo a entender que estes necessitam dos processos sociais para a formação do indivíduo, estabelece então ralações entre as formas de comportamento e como estas influenciam na constituição dos fenômenos psicológicos propriamente humanos. Propõe então em sua teoria a mediação semiótica que consiste em certo ponto, na articulação de interligação entre outros conceitos como, a linguagem, internalização, desenvolvimento dentre outras característica estudadas, a idéia em suma é uma junção da teoria de Marx que consiste nos atos do indivíduo com a natureza, e da transformação que este mesmo faz a natureza e os meios de auxilio ou ferramentas mediadoras, que neste caso promovem o desenvolvimento histórico – social, é nesta visão que o teórico forma seu pensamento, Vygotsky estuda áreas do aprendizado humano – infantil, observando de perto a mediação desses auxílios, que permitem o controle e a estruturação do comportamento do ser. Mostra que todas as transformações pelas quais os indivíduos passam, são transformações que somam as suas capacidades e ao seu desenvolvimento, são nessas conquistas processuais que o mesmo consegue assimilar através de internalizações os processos a sua volta, para o seu próprio interior. Aprofunda-se na linguagem, ou nas funções que essa linguagem produz no ser, e a formação e assimilação da mesma no processo do desenvolvimento, do aprendizado, da construção da mentalidade e funcionamento interno do indivíduo. Gradativamente o teórico consegue compreender a construção do processo de desenvolvimento, do acúmulo de mudanças estruturais, e da aquisição de novas capacidades, são nesses processos que a formação complexa do indivíduo, suas formações mentais superiores e toda sua realidade são definidas. Na teoria de Vygotsky que em essencial é, a definição de que os processos de desenvolvimento podem ser favorecidos pelas experiências de aprendizagem, onde a construção de conhecimento é necessária, mas que desenvolver se cognitivamente também é preciso.

MOREIRA, Maria Tereza da Cunha Coutinho Mércia. Teoria Psicogenética de Jean Piaget in Psicologia da Educação. Belo Horizonte: Editora Lé, 2001.

O processo de construção do conhecimento para Jean Piaget em sua teoria, tenta explicar como o conhecimento se forma no indivíduo, como este mesmo se amplia e como evolui, sua teoria consiste em fundamentar as bases do dinamismo da constituição deste conhecimento no individuo, Piaget explica a construção e formação do conhecimento como um processo de construção contínuo, valendo-se de estratégias metodológicas inovadoras, ele estuda o indivíduo em várias esferas de produção de conhecimento. Piaget percebe a estruturação da própria inteligência, estrutura essa conhecida como cognitiva, que em função básica consiste em adaptações dos sistemas e estruturas presenciados pelo indivíduo. Então formula dentro de sua teoria, estágios para a formação da inteligência, estágios estes ligados a prática e ao sensor, sendo estes mesmo partes do desenvolvimento do ser. O sujeito para Piaget tenta explicar as questões a sua volta, é a partir deste ponto, que o mesmo desenvolve o processo de construção do próprio conhecimento, fazendo parte deste contexto a autonomia do indivíduo, fazendo essa construção do conhecimento possível, quando esta autonomia produz o desenvolvimento no mesmo. Em resumo ao contexto da teoria, Piaget tenta permitir que todos consigam entender o processo de aprendizagem como construção do conhecimento e deduzir o desenvolvimento e as leis próprias para o mesmo. Articulando todas as áreas cabíveis ao desenvolvimento do ser, Piaget explica a rede de possibilidades possíveis e seus conjuntos de combinações próprias e estruturais para o desenvolvimento da formação intelectual de cada indivíduo.

MOREIRA, Maria Tereza da Cunha Coutinho Mércia. Psicologia da Educação. Belo Horizonte: Editora Lé, 2001.

As teorias tentam explicar o conhecimento mediante a participação e apropriação do individuo, individuo este que constrói seu conhecimento mediante ao conhecimento dos objetos e métodos de promoção e desenvolvimento do próprio conhecimento ao decorrer de cada ciclo de suas vidas. Ambas as teorias trabalham com a formação do intelecto, da capacidade de aprendizagem e assimilação dos indivíduos de tudo que lhes é proposto tanto pelos meios diversificados meios com os quais o ser está sempre em contato e que de alguma maneira permite transformações únicas em cada um. Essas teorias vêm exemplificar e explicar as capacidades do ser, trazem soluções para áreas diversificadas e principalmente para os métodos psicológicos do estudo do homem. Aprende-se então que a aprendizagem organizada na constituição de cada indivíduo tem aspectos essenciais para interiorização do próprio organismo do ser em seu desenvolvimento propriamente dito. Enfatiza-se assim a necessidade de um aprendizado estruturado na capacidade de desenvolvimento de cada ser em seu estagio de adequação momentâneo, permitindo que cada um dos indivíduos simplesmente direcione – se, ao seu devido espaço – tempo necessário. Propondo as condições necessárias para a manutenção e desenvolvimento desejável da construção do desenvolvimento do conhecimento e das questões psicogenéticas do ser em questão, ambos os teóricos preconizaram assim os passos para o estudo da relação que o homem faz com o espaço que permeia, habita, e as transformações que o mesmo, sendo em constituição de simples de espaço e objetos fazem no próprio homem.

PALAVRAS – CHAVE:

Desenvolvimento. Piaget. Vygotsky. Conhecimento. Psicológico. Indivíduo.

Lei da Palmada

Um projeto de lei enviado ao congresso nacional para proteger as crianças de excessos abusivos dos pais tem causado um grande tumulto na nação desde a sua divulgação, já que uma palmada ou uma reclamação não pode ser visto como abuso a educação dos filhos, quando administrada no momento correto.

Muitos pais tem se questionado da validade desse projeto e até onde este projeto influenciará na educação dos nossos jovens, já que o mesmo é restringido para os pais, e amplo para os jovens, que por uma palmada poderá levar seu tutor a uma punição ou até mesmo a prisão.

Provocando muita discussão nas mídias, é colocado sempre o teor de sua validade, já que muitos pais apóiam que uma educação ampla também é uma educação complementada muitas vezes por uma palmada, uma reclamação.

Psicólogos de áreas relacionadas ao aprendizado e a educação da criança, tem se unido para comprovar a não validade deste projeto, já que a criança quando ultrapassa os limites, em suma necessita sim de palmadas.

O ponto principal a se questionar é até onde a lei da palmada, se aprovada pelo congresso, interferirá na autoridade dos pais sobre seus filhos, suas casas, suas famílias, qual real necessidade da lei da palmada, proteger crianças da verdadeira violência, ou simplesmente mantê - las afastadas da educação ministrada por seus tutores.

Não é a construção de uma cultura com base na violência que pretende se promover, mais sim, uma cultura que promova a educação, o respeito, à interação real e necessária para a formação de crianças bem estruturadas, é nesse processo que se manterá a qualidade real da melhor estruturação de nosso país.

O que se pretende firmar nesse contexto todo, é que a maneira que cada pai pretende educar seu filho, não deve ser determinado pelos poderes do estado ou por leis, não protegendo a violência disseminada contra a criança, mais que cada pai tenha seu direito de criar e educar seus filhos conforme a sua cultura, religião e visão social sem influências estatais.

Quanto à violência real que acontece ao menor, essa sim necessita de leis, e órgãos que façam valer as mesmas, essa precisa de agilidade do estado e da força da divulgação das mídias, é preciso educar nossa nação da melhor maneira possível, para que não haja problemas futuramente, mais que essa educação seja libertadora, disponível a todos, da maneira mais adaptável a cada ser.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Irreal e invisível


Da mesma maneira que é complicado se definir, é complicado também falar de sentimentos, Eu estou nesse passo, tentando encontrar uma brecha entre o real e o irreal nesse mundo cheio de movimentos e dor que passa através de mim, nada melhor do que tentar dizer, aquilo que não se diz ou não se pode... (No final nada faz sentido, nada tem explicação)



http://www.youtube.com/watch?v=XkrTcEMc-Dc&feature=related

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Macho Alfa, Senhor da Casa Grande e Senzala ( Em construção )

Macho Alfa, Senhor da Casa Grande e Senzala

Todos os termos citados aqui tendem a referir-se ao homem, ao patriarca e ao seu patriarcalismo, mostrar algumas características deste homem que dentro de seu território, ou limites da sua fazenda, da Casa grande a senzala, demonstrava seu poder.

Caracterizando - o aqui como o macho alfa, o dominador de seu contexto, domínio este exercido sobre todos que o circundam, e que diretamente ou indiretamente são seus subordinados.

Dentro da biologia, o macho alfa é aquele que exerce sua autoridade e autonomia sobre os demais do grupo, jamais permitindo que outros tentem contra o seu domínio, dentre outras tantas características que o seguem.

O senhor da casa grande aqui estudado assume tais características que aos poucos serão expostas, chocando-as com as mesmas que produzem ou intencionam - o a ser como um macho alfa.

São apenas expostas aqui as semelhanças, deixando claro que na humanidade não existe a presença real do macho alfa, já que o que caracteriza a humanidade não advém de macho ou fêmea em primeiro lugar, caracteriza-se a humanidade por gênero, masculino, feminino, homem e mulher, para adentrar depois outras formas de classificação.

A escolha do senhor da casa grande a extensão da senzala é devido nesse período estar mais presente no patriarcalismo colonial essas características essências para a comparação entre espécie dominadora irracional e racional.

Por um longo período o Brasil colonial foi comandado por uma patriarcalismo, social, familiar, religioso, difundido em todas as bases da sociedade, esse poder patriarcal não só exerceu influência na forma de pensar da época, como também influenciou esferas invisíveis do viver colonial, são essas esferas invisíveis do conviver com esse poder que mantém a todos os outros setores subordinados que este referido trabalho tenta mostrar. Mostrar como era esta subordinação no convívio dentro do contexto casa grande e senzala, subordinação esta proposta pelo senhor, macho alfa, propagador deste meio de vida e dominação muitas vezes silenciosa.

Escolher um determinado fator desse patriarcalismo, é em suma escolher a figura do senhor. Dono de muitas terras, de muitos escravos, de sua família, dono de muitos, para isso é necessário olhar através de suas relações com outros seres dentro do contexto colonial no qual foi inserido aqui.

É nessa visão que se põe em questão as igualdades ou similaridades entre as duas espécies, até onde o senhor de escravos colonial pode ser similar as características de um macho alfa, é aqui que entramos na questão que este trabalho tenta demonstrar no seu próprio decorrer.

Dan Ribeiro

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Moral e ética na família

Falar de moral e ética na família é ao mesmo tempo tratar da moral e ética que circunda nossa vivência social, já que a mesma é a célula formadora de nossa sociedade, tratar de família é tratar no momento de uma instituição que se tornou muito diversificada com o passar do tempo, abordo aqui a família tradicional, composta por pai, mãe e filhos, não excluindo as demais, mais abordando a formadora principal de nossa sociedade, sendo a mesma a peça principal ainda da sociedade e instituições que a vêem como célula principal e única, este tipo de constituição familiar.

A família está revestida de moral e ética, sendo muito mais característica das famílias a moral, nos deparamos com traços de ética nessa instituição em formas delineadas em alguns aspectos dos seus membros, a família é constantemente bombardeada de moral pelas instituições como a igreja, a escola e o estado, das instituições citadas ela encontra mais traços de ética nas duas últimas.

Exemplos deste tipo de influências na família vindas de outras instituições podem ser citados com o exemplo a seguir:

Paulo reuniu sua família na noite de sábado a mesa do jantar, e disse aos seus pais e irmãos que era homossexual.

Se a família de Paulo for uma família tradicionalmente cristã, seguirá a moral de algumas instituições não aceitando a condição de Paulo, rejeitando o assim, ou até mesmo procurando meios para curá-lo, como seria o caso de muitas instituições que vêem em certas atitudes, uma doença ou uma presença de algum espírito inferior.

Se a família aqui citada for uma família que vivencia as características atuais do estado, ela pode moralmente não aceitar a condição do mesmo, mais por questões éticas ela aceitará ou conviverá com a situação do mesmo, tentando talvez até entender o que se passa no momento com o indivíduo.

Vale lembrar que cada família é uma micro – estrutura do que se passa na nossa sociedade, no nosso estado e em nossa volta, a família é tanto transformadora como manifestadora dos desejos de estruturação social.

Cada família é essencialmente única em suas características, pode ser os casos de moral e ética adaptáveis, já que estes dois termos são simplesmente vividos de acordo com cada contexto presenciado pela mesma.


Dan Ribeiro

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Romper com as barreiras da ditadura militar através das canções de protesto - ( Projeto Dan Ribeiro )

Durante o regime militar que se implantou no Brasil, um movimento de protesto nasceu nas letras das canções nacionais, movimento este que foi censurado pelo governo, pois iam contra a paz do regime.

A música no Brasil foi fortemente censurada pelo seu teor político, canções de protesto nasceram pelo país todo levando a música à repressão e cantores ao exílio.

Com grande destaque para o cenário que se montava no país, os cantores da época protestavam através de suas letras.

A resistência ao regime encontrava lugar nas canções, inconformados com o regime ditador, vários cantores revolveram combater o regime, romper as barreiras da ditadura nesse momento histórico, compondo canções que levassem a reflexão da realidade do momento vivido, fortemente perseguidos pelo regime, muitos desses compositores se exilaram ou foram exilados do país.

Esse movimento - crítico musical se manifestou fortemente nas canções do cantor Chico Buarque de Hollanda, principal alvo da censura do regime. Suas obras estão fortemente preenchidas de teor político e protesto ao momento que o país passava. Suas canções no período militar tiveram um grande valor para quebrar as barreiras do momento histórico que o Brasil se encontrava.

O objetivo principal deste artigo é a análise de três letras de Chico Buarque de Hollanda que mostram através das mesmas, o que se passava no momento histórico narrado por elas. A análise dos fragmentos das músicas nos permite compreender como a realidade e a história do momento é retratada, nas letras de Apesar de você, Acorda amor e Milagre brasileiro. É preciso entender as letras de protesto que tornaram símbolo da luta de um povo, e como a música teve essencial função histórica na história de nossa nação, para poder compreender como a mesma esta intrinsecamente ligada a construção social de um povo.

Breve Historia de Chico Buarque de Hollanda, do nascimento ao regime militar

Francisco Buarque de Hollanda nasceu no dia 19 de junho de 1994 no rio de janeiro, o quarto dos sete filhos do historiador e sociólogo Sérgio Buarque de Hollanda e da pianista amadora Maria Amélia Cesário Alvim. Desde pequeno demonstrou interesse pela música, mudou-se para a Itália cedo com a família.

Sua casa, na Itália, é freqüentada por intelectuais e artistas, entre eles o futuro parceiro Vinicius de Moraes. Compôs suas primeiras músicas no ano de 1956, logo depois torna - se cronistas, ao mesmo tempo em que se torna trilingüe, fez universidade em são Paulo ao retornar ao país, e em 1994 começou sua trajetória como cantor, em março de 1970 retorna de viajem novamente ao Brasil e lança seu quarto Lp no país, onde encontrara forte oposição do regime militar a suas letras.

Francisco Buarque de Hollanda e o Regime Militar no Brasil

O momento em que a arte na música de Chico Buarque encontra o desejo de protesto de um povo oprimido por um regime ditador acontece com sua volta ao Brasil com o lançamento de seu quarto LP, intitulado Chico Buarque de Hollanda nº 4. Desvencilhando-se do antigo modo de compor, Chico Buarque usará de suas canções para relatar a vida e a indignação de um povo oprimido por um regime ditador. Sua primeira música de teor crítico é, apesar de você, que critica o regime militar e coloca em questão o sentimento de uma nação até este momento obrigada a se calar. Um exemplo da crítica na música de Chico Buarque são os fortes fragmentos de sua letra que narram o que se passa no momento por aqui vivido pelo povo brasileiro:

“Hoje você é quem manda Falou tá falado Não tem discussão, não. A minha gente hoje anda Falando de lado e olhando pro chão.” (Chico Buarque de Holanda, “Apesar de você”, 1970)

Nesse trecho da música apesar de você, Chico Buarque transmite todo o medo do povo pelo estado dominante, mostra como está à realidade de um povo que se torna submisso ao poder ditador, e vai além mostrando no primeiro verso a indignação deste mesmo povo.

Chico Buarque transpassa em suas letras toda insatisfação de uma nação, no fragmento destacado Chico narra na estruturação de sua letra todo o momento conflituoso e de medo que o povo brasileiro é obrigado a passar, narra as repressões e censuras que o estado dita sobre a nação e mostra a revolta estampada na alma do povo. Música e censuras caminhavam lado a lado nesse palco de paz armada, o povo brasileiro não vivia mais em paz, as uniões estudantis, os sindicatos e algumas outras instituições eram os responsáveis por demonstrar a indignação da nação, a situação do país se tornava o palco certo para todo o movimento crítico que nascia através na música.

Nesse momento Chico Buarque rompe com as barreiras da música até então produzida no país, vira alvo de perseguição do regime, devido sua música ser vista como hino de resistência a ditadura, a canção é então censurada, o disco retirado das lojas e a gravadora fechada. O próprio momento é crítico para o Brasil, que de um lado vive não só a censura, mais vive uma decadência em todas as áreas, sejam econômicas, intelectuais ou culturais.

Ao mesmo tempo, que no país a ditadura se torna mais opressora, cheia de atrocidades para com o povo. Chico Buarque é levado a interrogatório, e após este episódio na carreira do autor, suas composições se tornam mais críticas ainda ao regime ditador. A história é então narrada nas canções de Chico com mais força ainda, os acontecimentos reais, o homem naquele espaço de tempo e todas as transformações relacionadas a este homem que vivencia de perto este momento, são agora escritas através das letras do cantor, que se posiciona fortemente contra esse momento histórico.

DEMARCAÇÃO CIENTÍFICA ( Resumo - Trabalho da facul )

DEMO, Pedro. Metodologia Científica em Ciências Sociais. São Paulo: Cortez, 1987.

O domínio dos instrumentos metodológicos torna possível distinguir a ciência e neutralizar seus conteúdos possibilitando assim a demarcação de seu espaço no contexto metodológico no qual a sua concepção real se encontra inserida. O problema se baseia em trazer a divisão entre ciência e a não ciência, mais a mesma se encontra em condições rígidas e não pode ser conceituada como produto simplista, a ciência em sua demarcação científica e na sua metodologia se encontra distinta de demais sensos e ideologias. O fenômeno científico tem seus critérios estabelecidos através da realidade, dos critérios críticos e lógicos que estão intrinsecamente ligados a mesma, a ciência em suma diverge de uma ditadura de métodos, precisa em si que não haja relativismos em seu contexto. Essa se torna parte de uma propriedade interna e lógica da própria forma de ser demarcada, tornando-se assim uma produção científica neutralizada tendo em vista a objetividade da criação abordada na realidade a serviço do processo íntimo e metodológico cientifico. O critério fundamental da demarcação científica tem sido em sua totalidade suprimir os fatos e os contextos irreais da realidade científica, dominar a realidade é um processo conflituoso, o principal fundamento é tornar a realidade fundamental a dimensão de cientificidade em que se encontra. Para não haver erros neste processo se faz necessário a metodologia científica no decorrer de seu processo, que por objetivo tem simplesmente desmistificar a ciência dos contextos simplistas no qual é abordada, direcionando-a, ao seu devido espaço. Ao ocupar seu lugar de destino a ciência passa então por estruturas que a firmem como tal, tomando em partes sua coerência, consistência, originalidade e objetivação, tendo cada uma, um papel fundamental na formação da produção da verdadeira ciência neutralizada de contextos que não sejam reais. A demarcação científica vem como auxílio aos métodos que devem ser utilizados para que não haja relatividade nas características utilizadas para demarcação da ciência em sua totalidade.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Esta é a voz que de quem clama por ti...

(orações Sinceras)

São tantos os caminhos, que quando olho, percebo que todos levam a ti e que mesmo nos momentos mais distintos e difíceis, eu me encontro em sua presença

Hoje percebo que mesmo nas diversidades da minha alma, eu ainda me levo a ti

Minha razão de viver e existir...

A quem devo pedir socorro, se só encontro socorro em ti

Quem poderá me confortar na minha dor, se todo o conforto vem de ti

Houve minha oração senhor...

Ajuda-me nos meus momentos mais difíceis senhor, é o que mais peço...


quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Dificuldade com a escrita, ou dificuldade com a leitura...

É cada vez mais real a dificuldade que o brasileiro tem com a escrita ou em suma com a produção de textos, o Brasil pode ser caracterizado por muitos fatores, mais por outro lado é um grande devedor da principal característica formadora de pessoas, a leitura, que por sinal produz uma boa escrita. O mundo das coisas rápidas e fáceis tem transformado o processo de base de formação do ser que escreve.

É preciso implantar no país uma educação voltada para a leitura e produção de textos, pois a

onda que se instalou nas redes não pode

de certo ser vista como o melhor meio de produção de textos, já que os blogs´s em si, nem sempre seguem uma linha aceitável aos meios com os quais convivemos, faz se necessário novas maneiras para trabalhar com essas questões da educação para a escrita , e espera se que essa parta do nosso governo para a população estudante, para formação de pessoas melhores para o nosso país.

domingo, 24 de outubro de 2010

Tragédia Sócio - Política

Até onde a política de pão e circo levará o nosso país, até onde os Césares, Augustos, Marcos, Lulas, Serras e Dilmas irão para garantir suas posições e seus altos cargos em meio a nossa sociedade.

Vivemos a beira de um colapso político, um momento que pode ser histórico por um lado e trágico bilateralmente quando qualquer um dos candidatos atuais a presidência se elegerem, nos deparamos com mais um momento de tragédia social, onde o voto do eleitor sem escolha e sem visões para a diferença e sem olhar o histórico político do país, será a arma propulsora de uma onda politicamente incorreta que se infiltra no Brasil.

Aproxima-se assim o nosso país de um momento onde a decisão eleitoral do povo brasileiro, nos remete a uma queda histórica de uma democracia construída com sangue.

Mais uma vez a história toma um rumo parecido a tantos outros já narrados pelo tempo, a pergunta que não se cala é quantos golpes de estado serão necessários para que o povo brasileiro acorde, e busque o seu direito por um país mais justo e igualitário para todos.

O papel social da mulher colonial. (Em estruturação)


Descobrir o papel social da mulher no Brasil enquanto colônia é objetivo principal da problemática, saber em que posição social essa mulher se encontra tanto na vida privada quanto pública é antes de tudo um passo de reflexão histórica, que por muito tempo nos é relatado nas narrativas dos livros didáticos com a imagem de uma mulher submissa e frágil.

A imagem histórica da mulher colonial foi secundarizada por uma história que privilegia o lado patriarcal.

A história da mulher na colônia precisa ser revista, transformada para que a mesma possa ser reconstruída, dando assim lugar para uma nova historicidade e igualdade histórica, onde homem e mulher escrevem história juntos.

Essa nova história escrita é uma maneira para que ambos os lados possam ser representados igualmente, retratados como companheiros de valor e peso historicamente iguais.

Ensaio sobre a família (Reflexões)


A família tradicional vive um paradigma histórico onde podemos notar a necessidade de uma reforma estrutural de suas bases. Mais que ao mesmo tempo não pode ser respondida com tamanha facilidade, porque os paradigmas familiares não podem ser resolvidos por apenas um aspecto.

A família é estruturalmente e historicamente patriarcal, necessitando assim de uma reforma em sua imagem histórica, já que na atualidade a figura da mãe tem se destacado em autoridade em relação à posição do movimento patriarcal familiar.

Cada vez mais o movimento feminino tem garantido seu lugar junto ao meio social, mais a pergunta que fica é ate onde este movimento pode domar e restringir a participação masculina nos meios sociais.

Um dos outros paradigmas tem sido a vida em convívio familiar, já que esse convívio tem se transformado em uma problemática, devido o indivíduo ser obrigado a conviver com problemas e fatos que necessariamente não precisam ser relatados, porque em algum momento todos os seres acabam vivenciando.

O paradigma se encontra centrado na constituição familiar que por sinal muitas vezes não é estruturada de maneira coerente a viver todos os eixos em que é englobada, se faz necessário uma nova estruturação da base curricular familiar para novos momentos familiares, para que estes possam acompanhar o desenvolvimento social que a nova família pede.

Estruturação essa baseada na formação do individuo, e, em particular em cada área de atuação que sua natureza deve explorar futuramente. O preciso é a estruturação da família enquanto instituição formadora de indivíduos sociais, para construção de uma nova sociedade, com visão e participação critica – construtiva, da vivência de cada ser em seu determinado movimento familiar.

domingo, 17 de outubro de 2010

Após o pé na bunda ...
















Após ser sutilmente expulso do último blog no qual eu tinha uma coluna onde perdia meu tempo apenas criticando ou aplaudindo cantores nacionais, resolvi sair agora do anonimato, tomar vergonha na cara e tentar enfim escrever algo de minha própria autoria, ao invés de furtar textos de outros blog´s.

Antes é claro de criar esta nova ferramenta (bosta), resolvi ler artigos de meus amigos blogueiros ( inimigos), e percebi que ñ havia nada por la de bom para se ler, sempre nas mesmas coisas eles se perdem, sociedade, sexo , drogas e etc etc ... não que meu blog vá conter algo melhor que isso, e, nem espere que possa um dia conter .. (não procure nada de interessante por aqui... ), então após muita enrolação eu quero dizer que estou feliz com a criação do meu querido e novo blog!




sábado, 16 de outubro de 2010

Tudo que eu queria dizer
Alguém disse antes de mim.
Tudo que eu queria fazer
Alguém fez antes de mim
Tudo que eu queria inventar
Foi criado por alguém

Nada do que eu sei me diz quem eu sou
Nada do que eu sou de fato sou eu?

Nada do que eu sou me diz o que eu sei
Nada do que eu sei de fato é meu?

Sempre a explicação me diz o que eu sei:
"Sempre que eu sei, alguém me ensinou"


Tudo que eu sei me diz do que sou
Tudo que eu sou também será seu