sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

METODOLOGIA DA PESQUISA

PÁDUA, Elizabete Matallo Marchesini de. Metodologia da Pesquisa. São Paulo: Papirus Editora, 2003.

Por um longo período a ciência tem buscado eliminar incertezas, dúvidas, imprecisões, senso comum e ideologia de seu contexto, conservando somente a realidade evidenciada pelos métodos propostos a mesma. Definir o método, a sua devida utilização e as características únicas para cada contexto onde é aplicado, são em suma abordadas no contexto de metodologia da pesquisa. É nesse sentindo que encontramos a historicidade e a interdisciplinaridade da raiz da própria ciência. Na busca de métodos para a comprovação da realidade e da verdade. No decorrer dos séculos vemos que através dos testes e das pesquisas, encontraram – se a base de fundamentação do método, com um sentido mais abrangente o próprio método torna- se a teoria que permitirá a verificação da própria ciência em toda a história, tornando-a delimitada, e muitas vezes abrangente nas suas ligações de utilização de métodos próprios para validar outras áreas enquanto ciência, utilizando as mesmas para trazer a verdade à tona. O fenômeno multidimensional que a ciência toma para si em períodos diferentes dos tempos, será marcado pela adaptação da mesma ao conhecimento cientifico abordado no seu determinado período, a ciência passa então a considerar várias áreas para poder responder as questões necessárias para a construção do conhecimento correto, a ciência passa a formar um pensamento de pesquisa e desenvolvimento para propor a resolução dos problemas abordados para a mesma de agora em diante, é nessa contextualização que a própria vai se centrado nas realidades propostas a mesma. Firmando assim uma nova ciência, comprometida com a importância de se obter a veracidade dos fatos e pensamentos, ciência esta em posição estabelecida por definição de suas abordagens metodológicas, abrangedora de análises internas, e das contribuições de tantas outras áreas importantes, encontra a capacidade de se estabelecer como uma ciência reformada, pronta para refletir e principalmente estabelecer seus próprios caminhos através dos métodos para si proposta.

PALAVRAS – CHAVE:

Ciência. Metodologia. Verdade. Realidade. Desenvolvimento.

PSICOLOGIA DA EDUCAÇÃO

MOREIRA, Maria Tereza da Cunha Coutinho Mércia. Teoria – Sócio – Histórica de Vygotsky in Psicologia da Educação. Belo Horizonte: Editora Lé, 2001.

Vygotsky ao questionar-se sobre as origens e a natureza das funções humanas, insatisfeito com as soluções dadas por outros teóricos, começa então uma busca por respostas no estudo do ser humano. Sua teoria consiste em estudar as funções da consciência humana e o aprendizado do ser, ao estudar os processos mentais, começa o mesmo a entender que estes necessitam dos processos sociais para a formação do indivíduo, estabelece então ralações entre as formas de comportamento e como estas influenciam na constituição dos fenômenos psicológicos propriamente humanos. Propõe então em sua teoria a mediação semiótica que consiste em certo ponto, na articulação de interligação entre outros conceitos como, a linguagem, internalização, desenvolvimento dentre outras característica estudadas, a idéia em suma é uma junção da teoria de Marx que consiste nos atos do indivíduo com a natureza, e da transformação que este mesmo faz a natureza e os meios de auxilio ou ferramentas mediadoras, que neste caso promovem o desenvolvimento histórico – social, é nesta visão que o teórico forma seu pensamento, Vygotsky estuda áreas do aprendizado humano – infantil, observando de perto a mediação desses auxílios, que permitem o controle e a estruturação do comportamento do ser. Mostra que todas as transformações pelas quais os indivíduos passam, são transformações que somam as suas capacidades e ao seu desenvolvimento, são nessas conquistas processuais que o mesmo consegue assimilar através de internalizações os processos a sua volta, para o seu próprio interior. Aprofunda-se na linguagem, ou nas funções que essa linguagem produz no ser, e a formação e assimilação da mesma no processo do desenvolvimento, do aprendizado, da construção da mentalidade e funcionamento interno do indivíduo. Gradativamente o teórico consegue compreender a construção do processo de desenvolvimento, do acúmulo de mudanças estruturais, e da aquisição de novas capacidades, são nesses processos que a formação complexa do indivíduo, suas formações mentais superiores e toda sua realidade são definidas. Na teoria de Vygotsky que em essencial é, a definição de que os processos de desenvolvimento podem ser favorecidos pelas experiências de aprendizagem, onde a construção de conhecimento é necessária, mas que desenvolver se cognitivamente também é preciso.

MOREIRA, Maria Tereza da Cunha Coutinho Mércia. Teoria Psicogenética de Jean Piaget in Psicologia da Educação. Belo Horizonte: Editora Lé, 2001.

O processo de construção do conhecimento para Jean Piaget em sua teoria, tenta explicar como o conhecimento se forma no indivíduo, como este mesmo se amplia e como evolui, sua teoria consiste em fundamentar as bases do dinamismo da constituição deste conhecimento no individuo, Piaget explica a construção e formação do conhecimento como um processo de construção contínuo, valendo-se de estratégias metodológicas inovadoras, ele estuda o indivíduo em várias esferas de produção de conhecimento. Piaget percebe a estruturação da própria inteligência, estrutura essa conhecida como cognitiva, que em função básica consiste em adaptações dos sistemas e estruturas presenciados pelo indivíduo. Então formula dentro de sua teoria, estágios para a formação da inteligência, estágios estes ligados a prática e ao sensor, sendo estes mesmo partes do desenvolvimento do ser. O sujeito para Piaget tenta explicar as questões a sua volta, é a partir deste ponto, que o mesmo desenvolve o processo de construção do próprio conhecimento, fazendo parte deste contexto a autonomia do indivíduo, fazendo essa construção do conhecimento possível, quando esta autonomia produz o desenvolvimento no mesmo. Em resumo ao contexto da teoria, Piaget tenta permitir que todos consigam entender o processo de aprendizagem como construção do conhecimento e deduzir o desenvolvimento e as leis próprias para o mesmo. Articulando todas as áreas cabíveis ao desenvolvimento do ser, Piaget explica a rede de possibilidades possíveis e seus conjuntos de combinações próprias e estruturais para o desenvolvimento da formação intelectual de cada indivíduo.

MOREIRA, Maria Tereza da Cunha Coutinho Mércia. Psicologia da Educação. Belo Horizonte: Editora Lé, 2001.

As teorias tentam explicar o conhecimento mediante a participação e apropriação do individuo, individuo este que constrói seu conhecimento mediante ao conhecimento dos objetos e métodos de promoção e desenvolvimento do próprio conhecimento ao decorrer de cada ciclo de suas vidas. Ambas as teorias trabalham com a formação do intelecto, da capacidade de aprendizagem e assimilação dos indivíduos de tudo que lhes é proposto tanto pelos meios diversificados meios com os quais o ser está sempre em contato e que de alguma maneira permite transformações únicas em cada um. Essas teorias vêm exemplificar e explicar as capacidades do ser, trazem soluções para áreas diversificadas e principalmente para os métodos psicológicos do estudo do homem. Aprende-se então que a aprendizagem organizada na constituição de cada indivíduo tem aspectos essenciais para interiorização do próprio organismo do ser em seu desenvolvimento propriamente dito. Enfatiza-se assim a necessidade de um aprendizado estruturado na capacidade de desenvolvimento de cada ser em seu estagio de adequação momentâneo, permitindo que cada um dos indivíduos simplesmente direcione – se, ao seu devido espaço – tempo necessário. Propondo as condições necessárias para a manutenção e desenvolvimento desejável da construção do desenvolvimento do conhecimento e das questões psicogenéticas do ser em questão, ambos os teóricos preconizaram assim os passos para o estudo da relação que o homem faz com o espaço que permeia, habita, e as transformações que o mesmo, sendo em constituição de simples de espaço e objetos fazem no próprio homem.

PALAVRAS – CHAVE:

Desenvolvimento. Piaget. Vygotsky. Conhecimento. Psicológico. Indivíduo.

Lei da Palmada

Um projeto de lei enviado ao congresso nacional para proteger as crianças de excessos abusivos dos pais tem causado um grande tumulto na nação desde a sua divulgação, já que uma palmada ou uma reclamação não pode ser visto como abuso a educação dos filhos, quando administrada no momento correto.

Muitos pais tem se questionado da validade desse projeto e até onde este projeto influenciará na educação dos nossos jovens, já que o mesmo é restringido para os pais, e amplo para os jovens, que por uma palmada poderá levar seu tutor a uma punição ou até mesmo a prisão.

Provocando muita discussão nas mídias, é colocado sempre o teor de sua validade, já que muitos pais apóiam que uma educação ampla também é uma educação complementada muitas vezes por uma palmada, uma reclamação.

Psicólogos de áreas relacionadas ao aprendizado e a educação da criança, tem se unido para comprovar a não validade deste projeto, já que a criança quando ultrapassa os limites, em suma necessita sim de palmadas.

O ponto principal a se questionar é até onde a lei da palmada, se aprovada pelo congresso, interferirá na autoridade dos pais sobre seus filhos, suas casas, suas famílias, qual real necessidade da lei da palmada, proteger crianças da verdadeira violência, ou simplesmente mantê - las afastadas da educação ministrada por seus tutores.

Não é a construção de uma cultura com base na violência que pretende se promover, mais sim, uma cultura que promova a educação, o respeito, à interação real e necessária para a formação de crianças bem estruturadas, é nesse processo que se manterá a qualidade real da melhor estruturação de nosso país.

O que se pretende firmar nesse contexto todo, é que a maneira que cada pai pretende educar seu filho, não deve ser determinado pelos poderes do estado ou por leis, não protegendo a violência disseminada contra a criança, mais que cada pai tenha seu direito de criar e educar seus filhos conforme a sua cultura, religião e visão social sem influências estatais.

Quanto à violência real que acontece ao menor, essa sim necessita de leis, e órgãos que façam valer as mesmas, essa precisa de agilidade do estado e da força da divulgação das mídias, é preciso educar nossa nação da melhor maneira possível, para que não haja problemas futuramente, mais que essa educação seja libertadora, disponível a todos, da maneira mais adaptável a cada ser.