Macho Alfa, Senhor da Casa Grande e Senzala
Todos os termos citados aqui tendem a referir-se ao homem, ao patriarca e ao seu patriarcalismo, mostrar algumas características deste homem que dentro de seu território, ou limites da sua fazenda, da Casa grande a senzala, demonstrava seu poder.
Caracterizando - o aqui como o macho alfa, o dominador de seu contexto, domínio este exercido sobre todos que o circundam, e que diretamente ou indiretamente são seus subordinados.
Dentro da biologia, o macho alfa é aquele que exerce sua autoridade e autonomia sobre os demais do grupo, jamais permitindo que outros tentem contra o seu domínio, dentre outras tantas características que o seguem.
O senhor da casa grande aqui estudado assume tais características que aos poucos serão expostas, chocando-as com as mesmas que produzem ou intencionam - o a ser como um macho alfa.
São apenas expostas aqui as semelhanças, deixando claro que na humanidade não existe a presença real do macho alfa, já que o que caracteriza a humanidade não advém de macho ou fêmea em primeiro lugar, caracteriza-se a humanidade por gênero, masculino, feminino, homem e mulher, para adentrar depois outras formas de classificação.
A escolha do senhor da casa grande a extensão da senzala é devido nesse período estar mais presente no patriarcalismo colonial essas características essências para a comparação entre espécie dominadora irracional e racional.
Por um longo período o Brasil colonial foi comandado por uma patriarcalismo, social, familiar, religioso, difundido em todas as bases da sociedade, esse poder patriarcal não só exerceu influência na forma de pensar da época, como também influenciou esferas invisíveis do viver colonial, são essas esferas invisíveis do conviver com esse poder que mantém a todos os outros setores subordinados que este referido trabalho tenta mostrar. Mostrar como era esta subordinação no convívio dentro do contexto casa grande e senzala, subordinação esta proposta pelo senhor, macho alfa, propagador deste meio de vida e dominação muitas vezes silenciosa.
Escolher um determinado fator desse patriarcalismo, é em suma escolher a figura do senhor. Dono de muitas terras, de muitos escravos, de sua família, dono de muitos, para isso é necessário olhar através de suas relações com outros seres dentro do contexto colonial no qual foi inserido aqui.
É nessa visão que se põe em questão as igualdades ou similaridades entre as duas espécies, até onde o senhor de escravos colonial pode ser similar as características de um macho alfa, é aqui que entramos na questão que este trabalho tenta demonstrar no seu próprio decorrer.
Dan Ribeiro
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